Bem, depois de uma conversa sobre restaurantes e eventos sócioculturais lisboetas para realizar um evento muito importante que espero que se torne ainda mais importante, acabámos por colocar algumas conversas em dia. Sempre que pensamos no passado, sempre que pensamos no futuro, sempre e mesmo sempre pensamos - "e se?"Pois é, pelo menos a mim essa expressão assombrou-me durante muito tempo, quero dizer, continua a assombrar, assombra sempre, mas houve alguns momentos que duvidei o futuro porque me baseava nos "e se's" do passado. Actualmente o "e se" que se me coloca de frente é mesmo pelo futuro e tento manter-me afastado da acomodaçao socioprofissional (passado). Sei que um dia chegará mas não a quero agora. 

Voltando ao "e se" com que comecei o post, chego à conclusão que se fala nas crises de meia idade, nas Síndromes de Peter Pan e da Cinderela, mas nunca ouvi falar da crise da "meia meia-idade". A altura em que nos tonamos jovens adultos começamos a questionar tudo de uma forma cada vez mais intensa. Pelo menos eu, lá ia sofrendo um ou outro desgosto cuja recuperação ou o peso responsabilidade das escolhas que então fazia, nunca me fizeram pensar tanto e questionar de uma maneira algo sofrível como agora. Creio que quando começamos e entrar numa relaçao séria e responsável, e quem sabe numa união que, culturalmente será para todo o sempre, começamos a questionar o passado, sentimentos, namoros, algumas asneiras pelo meio, e se tivesse sido diferente? Bem, se nesta altura nos questionamos cada vez mais e sentimos cada vez mais o peso da responsabilidade, que será quando tivermos todos, espero eu, 100 anos como tem a minha avózinha, e pensamos então nessa altura em que pouco mais haverá para fazer, e se eu tivesse feito "x" ou "y"?


Ok, não desesperem porque, enquanto formos vivos, eu acredito que tudo é possível, com luta, como já escrevi noutros post. Esta pessoa foi-me muito especial, só com alzheimer me esqueceria de tal pois recordo muitos bons momentos partilhados entre os dois e digamos mesmo que cresci, dar um passo da puberdade de puto estúpido para uma fase mais apreciadora do que me rodeia.
Ela gostava de música clássica e adivinhem que cd's comprei? Mas lembro-me também de me levantar de madrugada, agarrar na minha bicicleta e ficar à espera, na rua frente à casa dela, que acordasse, incluindo os pais porque combinei passar o dia com ela. Só não disse que a casa dela ficava a cerca de 90 km da minha... Eh Eh, só não disse que fui de carro (boleia) até 5 km da casa dela. Nesse dia ela tocou Bach.
Dedicado a Sónia Ramos "a priminha".
Hoje tenho uma pessoa muito especial junto a mim com a qual não quero cometer os erros passados, e se corre tudo bem? e se corre tudo mal? Quero estar contigo até saber a resposta...
Para aqueles que não sabem o que são as síndromes de Peter Pan ou da Cinderela, pesquisem na net. Para a crise de meia idade não digam nada porque espero chegar lá por mim próprio.



